“Não discutimos isso, ainda. A gente prefere a hipótese de que eventualmente um veto pode ser derrubado. Mas isso depende muito da qualidade do veto e do projeto. Não podemos falar genericamente sobre a contestação na Justiça", declarou Carvalho.
No próximo dia 20, o Congresso fará uma sessão conjunta para analisar vetos recentes feitos pela presidente em propostas aprovadas pelos parlamentares relacionadas ao Programa Universidade para Todos (ProUni), à desoneração da cesta básica, ao Ato Médico e ao Fundo de Participação dos Estados. Na opinião do ministro, o Congresso deve agir com responsabilidade para não prejudicar o país e não se basear apenas nos interesses de financiadores de campanha.
“Os parlamentares precisam olhar a pressão do povo, que precisa da ampliação do colchão de apoio social, não a pressão dos financiadores de campanha. O governo não pode ter medo antecipado e tem de confiar no bom senso dos parlamentares. O que é mais importante neste momento, o compromisso com o povo ou com quem financiou campanha?”, enfatizou Carvalho.
“O fim dos 10% do FGTS é problema dos trabalhadores. É menos dinheiro para o Minha Casa, Minha Vida, um instrumento fundamental para a política social. Quem está interessado em estimular demissões? Quem garante que, tirando os 10%, a economia vai crescer mais?”, acrescentou, sobre eventual derrubada do veto do fim da multa adicional do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
O ministro, que participou de uma confraternização com famílias de funcionários do Palácio do Planalto, fez um paralelo entre a derrubada de vetos e o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). “Hoje, todo mundo de bom senso sabe como o fim da CPMF foi ruim. Prejudicou a saúde e não reduziu um tostão o preço das mercadorias. O pior foi termos perdido uma forma importante de fiscalização das movimentações financeiras. Aliás, a gente acha que essa foi a razão pela qual se quis acabar com o tributo”, destacou.
Carvalho disse que não há temor sobre a investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) de contratos de estatais federais com empresas suspeitas de fazer parte do cartel do metrô e trens em São Paulo e no Distrito Federal. “Doa a quem doer, a investigação tem que ser feita em qualquer estado ou país”, opinou.