Depois disso, Celso de Mello e o atual presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, votarão sobre as acusações do crime de corrupção ativa no esquema do mensalão. Os denunciados são o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente nacional do PT José Genoino, o antigo tesoureiro do partido Delúbio Soares, além do empresário Marcos Valério, seus sócios Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos, Geiza Dias e o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto. Na terça-feira, o julgamento foi suspenso após o voto de Marco Aurélio Mello.
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Com seis votos a dois, José Dirceu já foi considerado culpado. Para a maioria dos integrantes da Corte, o petista comandou o esquema de compra de apoio político de dentro do Palácio do Planalto. Dois ministros que votaram pela absolvição de Dirceu – o revisor Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffoli – alegaram não haver provas contra o antigo chefe da Casa Civil. Genoino e Delúbio também foram condenados. No entanto, os ministros ainda podem alterar o voto até o fim do julgamento.
Em seguida, o relator Joaquim Barbosa pretende expor as denúncias referentes aos capítulos 7 e 8 que tratam de lavagem de dinheiro. A etapa é relativa aos integrantes do PT e do PL, como os ex-deputados Paulo Rocha (PT-PA), João Magno (PT-MG) e Professor Luizinho (PT-SP), além de Anita Leocádia (assessora de Rocha), o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e o chefe de gabinete dele, José Luiz Alves. No capítulo 8 serão tratados os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o publicitário Duda Mendonça e a sócia dele, Zilmar Fernandes.
Mensalão
O STF analisa o processo do mensalão desde o dia 2 de agosto, quando voltou do recesso de julho. Até agora, dos sete capítulos da ação penal, três foram concluídos e o quarto é o que está em andamento. Desde então, a Corte concluiu que houve desvio de dinheiro púbico na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil, gestão fraudulenta no Banco Rural, lavagem de dinheiro promovida pelo núcleo financeiro e publicitário e corrupção passiva entre os partidos da base aliada (PP, PL, PTB e PMDB). Por enquanto, 25 dos 37 réus foram condenados por peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Os réus absolvidos até agora são o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Luiz Gushiken, o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, o ex-assessor do PL (atual PR) Antônio Lamas, além da ex-funcionária de Marcos Valério Geiza Dias e a ex-diretora do Banco Rural Ayanna Tenório. Alguns desses réus ainda responderão por outros crimes nos capítulos seguintes.
Com informações da Agência Estado e Agência Brasil