Política

Moraes autoriza Bolsonaro a conceder entrevista e a fazer sessões de fisioterapia na prisão

Na mesma decisão, ministro também permitiu visita permanente de Michelle Bolsonaro, sem necessidade de solicitação prévia ao STF

Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília
Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília Foto : Sérgio Lima / AFP / CP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a conceder uma entrevista ao portal Metrópoles de dentro da Superintendência da Polícia Federal, onde está preso em razão da condenação na trama golpista. A entrevista será realizada no próximo dia 23, entre 11h e 12h, com a duração máxima estabelecida em uma hora.

Além do Metrópoles, outros veículos jornalísticos já haviam solicitado autorização para entrevistar Bolsonaro. Contudo, Moraes havia estabelecido que qualquer autorização dependeria, primeiro, de que a defesa do ex-presidente informasse o interesse em conceder a entrevista. Isso se deu apenas no caso do Metrópoles, até o momento.

Na mesma decisão, Moraes também atendeu outros pedidos da defesa de Bolsonaro. Entre eles, a realização de sessões de fisioterapia durante o horário de banho de sol e a visitação permanente de Michelle Bolsonaro, sem necessidade de autorização, desde que realizada dentro dos horários estabelecidos (terças e quintas, das 9h às 11h), com duração de 30 minutos e separadamente.

Caso Lula rendeu embates

A entrevista de políticos detidos já rendeu debates quando o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava preso na sede da Polícia Federal em Curitiba.

Em setembro de 2018, o então ministro do STF Ricardo Lewandowski autorizou que Lula concedesse entrevista aos jornalistas Florestan Fernandes Júnior, para o El País, e Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

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No mesmo dia, porém, o ministro Luiz Fux derrubou a autorização e estabeleceu que a proibição valeria até que o plenário da Corte analisasse o caso de forma definitiva. Posteriormente, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, manteve a proibição.

Lewandowski voltou a autorizar a entrevista, mas a decisão final ficou com Toffoli que, apenas em abril de 2019, reviu sua decisão e autorizou a entrevista, que então foi realizada.