Política

Moraes determina distribuição do tempo de propaganda na TV do Pros para coligação de Lula

Decisão do magistrado ocorre em razão de disputa na Justiça pela presidência da sigla; sigla aprovou apoio ao ex-presidente petista

Moraes afirmou que a Justiça deve "buscar aproximar-se da população para a efetividade do bem comum"
Moraes afirmou que a Justiça deve "buscar aproximar-se da população para a efetividade do bem comum" Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP

O ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão destinado ao Pros seja disponibilizado a coligação Brasil Esperança, que lançou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. Com a decisão, o petista ganha mais tempo no horário eleitoral.

Moraes entendeu, na decisão tomada no dia 16 deste mês e divulgada agora, que não existem provas suficientes para manter Marcus Vinícius de Holanda na presidência do Pros e que a gestão do partido é de titularidade de Eurípedes Júnior. Uma disputa judicial coloca o comando da sigla em trocas constantes. De acordo com Moraes, uma assembleia realizada no dia 5 deste mês decidiu pela desistência do lançamento de Pablo Marçal como candidato à presidência.

Ao mesmo tempo, a sigla aprovou apoio ao Lula e o ingresso na coligação. "Inicialmente, inexistem decisões que amparem a gestão de Marcus Vinicius Chaves de Holanda, sendo plenamente eficaz, atualmente, a deliberação que revoga as candidaturas de Pablo Henrique Costa Marçal e Fátima Aparecida Santos de Souza", destaca o ministro.

"Além disso, dada a conjuntura dinâmica da disputa eleitoral, deve-se prestigiar o panorama atual do PROS, presidido por Eurípedes Gomes de Macedo Junior, que autoriza a propaganda gratuita à Coligação Brasil na Esperança, aliança na qual aderiu a agremiação", completa Moraes, no despacho. 

A decisão permitiu que a coligação de Lula ganhe alguns segundos a mais na propaganda eleitoral. Atualmente, o petista tem 3 minutos e 39 segundos para fazer a campanha eleitoral nos veículos de comunicação.