Política

Moraes nega prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro

Decisão ocorre após o ex-presidente ter sido preso preventivamente neste sábado

Moraes nega prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro
Moraes nega prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (22) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para conceder prisão domiciliar humanitária.

A decisão ocorre após Bolsonaro ter sido preso preventivamente neste sábado após pedido da Polícia Federal. Moraes disse que o ex-presidente violou uso de tornozeleira eletrônica e tinha "elevado risco de fuga". A decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado nesta sexta-feira (21) que o STF concedesse a prisão domiciliar humanitária, argumentando que o ex-chefe do Executivo não deveria cumprir a pena de 27 anos de prisão a que foi condenado por crime de golpe de Estado em um presídio. Segundo os advogados, haveria um "risco concreto e imediato à integridade física e à própria vida" de Bolsonaro se ele cumprisse sua pena em regime fechado.

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Argumentos da defesa

No documento, os advogados de Bolsonaro registraram que ainda pretendiam "entrar com os recursos cabíveis, especialmente os embargos infringentes e eventuais agravos" contra a condenação do ex-presidente. Somente após o decurso de todos os recursos é que pode ser decretado o cumprimento da pena definitiva.

A defesa sustenta que a saúde de Bolsonaro "já se encontra profundamente debilitada" e que médicos e exames do ex-presidente "mostram que um mal grave ou súbito não é uma questão de 'se', mas de 'quando'".