O Ministério Público denunciou a prefeita eleita de Ivoti, Maria de Lourdes Bauermann (PP), como integrante de um suposto esquema para furar a fila de atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS). Também tiveram os nomes denunciados à justiça uma moradora da cidade e a vereadora eleita de Taquara, Magali Vitorina da Silva (PTB). O trio, investigado pela operação F5, deflagrada em fim de outubro, é suspeito de crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informações.
Conforme a denúncia, elas fraudaram a ordem da marcação de consultas, em Taquara, de pacientes residentes em Ivoti, com o objetivo de agilizar o atendimento deles em unidades hospitalares da Capital. O MP apurou que, entre abril de 2013 e novembro de 2015, Maria de Lourdes e Irani angariaram moradores cadastrados no SUS e prometeram a eles o agendamento de consultas, exames e procedimentos de saúde de forma mais rápida e eficaz. Os dados eram repassados a Magali, que é servidora pública da Secretaria de Saúde de Taquara. A intenção era obter “capital político visando a futuras pretensões eleitorais”, conforme os promotores.
As investigações mapearam 14 casos, como cirurgias plásticas nas pálpebras e no nariz, consultas oftalmológicas agendadas para duas semanas depois da marcação (a espera, em regra, é superior a um ano), além de uma consulta com oncologista marcada para 15 dias depois da inserção no sistema Aghos, do governo federal.
MP denuncia prefeita eleita de Ivoti por suposto esquema para furar fila do SUS
Investigação apontou indícios de fraude na ordem de marcação de consultas