O Ministério Público em Bento Gonçalves ingressou, na tarde desta quinta-feira, com uma ação pedindo o afastamento cautelar do prefeito Roberto Lunelli (PT) e dos secretários de Obras e Saúde, Alex Luiz Bareta, e de Mobilidade Urbana, Heber Moacir dos Santos. Segundo o promotor Alécio Silveira Nogueira, o motivo é o caos nos serviços municipais, em especial na saúde, em decorrência da crise financeira e do suposto desvio de verbas efetuado na prefeitura. “Estamos sem elementos básicos como esparadrapo nos postos de saúde e a prefeitura insiste em manter obras como a construção de uma UPA”, relatou.
A paralisação de obras que gerem qualquer despesa aos cofres do município também foi determinada pelo MP, assim como a apresentação de um plano para redimensionar os cargos de confiança. O pedido foi encaminhado à 3ª Vara Cível, mas ainda não há previsão de quando a juíza vai analisar a ação.
Em meio às suspeitas de fraude e desvio de recursos públicos, a Câmara de Vereadores instalou há três dias uma CPI para avaliar a situação financeira e o suposto desvio de verbas da Secretaria de Finanças do município. Os valores desviados podem chegar a R$ 2 milhões, segundo o Ministério Público.