Ao iniciar o discurso na Casa, Nascimento contou que se demitiu da pasta e reassumiu o mandato para se defender. Ele negou ter feito qualquer ação de que pudesse se arrepender ou se envergonhar. O ex-ministro relatou que a presidente o havia convidado, em novembro do ano passado, para voltar ao comando dos Transportes – ele havia renunciado ao cargo para concorrer ao governo do Amazonas.
Sobre Dilma, Nascimento disse que o convite para voltar à pasta se deu por causa do “excelente relacionamento pessoal e político” que tinha com ela como colegas de Esplanada, quando ela era ministra de Minas e Energia. O ex-ministro lembrou ainda de quando foi chamado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem era “aliado de primeira hora” desde a candidatura do ex-metalúrgico à Presidência, em 2002.
"Eu não sou lixo"
Nascimento falou por aproximadamente 45 minutos, quando negou as acusações contra ele e contra o filho Gustavo, assegurando que são "mentiras infundadas" e que vieram de um desafeto político do Amazonas. O senador avisou ainda que vai provar, na Justiça, a inocência.
“Eu não sou lixo, meu partido não é lixo. Somos homens honrados e tomarei as medidas cabíveis na Justiça para reverter danos impostos a mim e a meu filho.” Apesar de especulações de que o PR romperia com o governo, Nascimento, presidente regional da legenda, reafirmou o apoio do partido à presidente.
As informações são do Portal R7 e da Agência Senado