Política

“Não tenho como aceitar (ser vice) porque estou na frente nas pesquisas”, diz Juliana Brizola

PDT se reuniu, nesta segunda-feira, para estruturar mobilização em nome da pré-candidatura ao Palácio Piratini

Bons resultados nas pesquisas eleitorais impulsionaram pré-candidatura
Bons resultados nas pesquisas eleitorais impulsionaram pré-candidatura Foto : Vitor Vilella/Divulgação/CP

O PDT gaúcho está convicto na futura candidatura de Juliana Brizola ao Palácio Piratini, em 2026. E o motivo é bem claro: o seu desempenho em recentes pesquisas eleitorais.

Os resultados alcançados pela pedetista na disputa à prefeitura de Porto Alegre, em 2024 – ela ficou em terceiro lugar, com 19% dos votos – fizeram com que seu nome voltasse a aparecer nos levantamentos para o governo do Estado. Ao continuar sendo cotada e vendo sua projeção crescer, ficando, inclusive, em primeiro lugar em algumas consultas, os trabalhistas se entusiasmaram.

Agora, o PDT trabalha a pré-candidatura de Juliana e não tende a recuar. “Não tenho como aceitar (ser candidata a vice) porque eu estou na frente nas pesquisas”, declarou a pré-candidata em evento de mobilização partidária nesta segunda-feira.

"Eu nunca vi isso, de alguém que está na frente das pesquisas abrir mão para ser vice. Mas isso não quer dizer que, lá na frente, a gente não possa conversar. Mas, assim, a verdade é uma só: cada dia que passa a candidatura está ficando mais irreversível, porque ela não começou grande, ela está crescendo", explicou a ex-deputada, com exclusividade ao Correio do Povo.

Com esse cenário, Juliana aposta no discurso de ‘fugir’ da polarização e busca estruturar uma chapa robusta que consiga abraçar diferentes partidos do campo democrático (tanto à esquerda como à direita). Nesse ritmo, já se reuniu com siglas como PT, Republicanos, Podemos, Avante, PCdoB e PSol. Além do governador Eduardo Leite (PSD), o primeiro com quem se encontrou.

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"Eu gostaria de uma coligação que fosse bastante representativa, que não fosse só um espectro. Eu entendo que a gente pode caminhar com a esquerda, com a centro-esquerda e até com algumas figuras do centro. Até porque partidos são feitos de pessoas e tem muita gente que, às vezes, está dentro de um partido mais radical e não compactua com aquilo", comentou Juliana.

Por ora, o PDT chega à mesa de negociação com as outras siglas oferecendo três vagas: duas para o Senado e a de vice na chapa majoritária.

Cláusula de barreira

Além do desafio de eleger um nome para comandar o Palácio Piratini – de onde está afastado há 30 anos, quando Alceu Collares deixou o governo – o PDT também precisa encarar outro obstáculo: a cláusula de barreira.

A dificuldade foi reforçada durante discurso do deputado estadual Gerson Burmann, que classificou o pleito do próximo ano como "o mais difícil da história". “Fazer 13 deputados federais em nove estados é um desafio para o PDT. Imagina, a gente não cumprir isso? O partido com a maior história do país”, provocou o parlamentar.

O encontro desta segunda-feira reuniu filiados e militantes de Porto Alegre e da região metropolitana para dar início à mobilização e alinhar pontos da comunicação e estratégia de campanha. Também ocorreu um ato de filiação de novos integrantes.