Política

No Senado, Ideli fez defesa do governo e aliados

Para novo ministro da Pesca, Luiz Sérgio, troca de cargos não é "prêmio de consolação"

No Senado, Ideli fez defesa do governo e aliados
No Senado, Ideli fez defesa do governo e aliados Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr
A nova ministra das Relações Institucionais do governo Dilma Rousseff, Ideli Salvatti, é uma paulista radicada em Santa Catarina. Ela foi a primeira mulher eleita senadora no Estado, onde ajudou a fundar o PT catarinense. Ex-líder do PT no Senado e ex-líder do governo no Congresso, Ideli notabilizou-se pela postura combativa em defesa do governo federal e dos aliados. Os enfrentamentos - algumas vezes truculentos - no parlamento fizeram com que ela ganhasse da oposição o apelido de "pitbull do governo".

A atuação da petista à frente da liderança do PT no Senado sobressaiu-se durante a crise do mensalão, quando ela não teve receio de sair em defesa do governo federal. Depois, durante as crises políticas no Senado que tiveram como protagonistas os senadores do PMDB José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL), Ideli encabeçou as articulações junto à base aliada para que eles fossem absolvidos no Conselho de Ética.

Em 2007, a então senadora enfrentou denúncias de envolvimento em supostas fraudes na Federação de Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf) da Região Sul, investigadas pela CPI das ONGs. As acusações eram de que essa organização não-governamental, ligada a Ideli, teria recebido R$ 5,2 milhões, entre 2003 e 2007, do governo federal. O Ministério Público Federal acusou a entidade de desviar dinheiro público que deveria ser usado para qualificar mão de obra na área rural para a realização campanhas petistas.

O perfil combativo, a lealdade inquestionável ao governo e a experiência parlamentar são os requisitos que a qualificaram junto à presidente Dilma Rousseff para conquistar a coordenação política do Planalto. Dilma, no entanto, ouviu do PMDB que a catarinense não teria trânsito entre as bancadas da Câmara e junto à oposição.

Prêmio de consolação

O atual ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, disse que assumir o Ministério da Pesca "não é um prêmio de consolação". "O Ministério da Pesca é muito importante, tem um peso econômico muito significativo", disse o ministro que, na próxima segunda-feira, passa a ocupar a pasta. "Para quem é de Angra dos Reis, que nem eu, pescar é mais que uma obrigação. É uma atividade que dá prazer", disse ele. A troca foi decidida hoje pela presidente Dilma Rousseff.

Luiz Sérgio avaliou que os rumores de desarticulação da base governista no Congresso, durante o tempo em que cuidou da relação do governo com o Parlamento, não são verdadeiros. "Não há desarticulação da base. Praticamente todas as medidas provisórias foram aprovadas. Leis como a do salário mínimo foram também aprovadas. Essa é uma versão que não corresponde a verdade dos fatos", destacou.

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