Política

Onyx nega desavenças com Santos Cruz: "É meu parceiro de mate"

Ministro da Casa Civil disse que governo faz trabalho de pacificação no Congresso

Ministro participou do programa "Bom Dia", de Rogério Mendelski
Ministro participou do programa "Bom Dia", de Rogério Mendelski Foto : Guilherme Testa

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, negou nesta sexta-feira que haja um mal-estar entre ele e o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, general Santos Cruz. Um decreto publicado na última quarta-feira dá ao militar poder de avalizar indicações e nomeações do Executivo, até mesmo a de reitores de universidades federais. " É meu parceiro de mate todo dia de manhã. Não tem como haver qualquer tipo de dificuldade que a gente não resolva no diálogo", afirmou em entrevista ao programa "Bom Dia", da Rádio Guaíba.

“Durante muito tempo se tentou fazer com que houvesse conflitos, mas o Santos Cruz é um herói brasileiro, que prestou serviços extraordinários. É um homem que tem uma capacidade e uma experiência acumulada que ajudam muito o governo. Temos, lamentavelmente, esses desencontros, vamos usar essa palavra”, completou.

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De acordo com Onyx, a estratégia do Executivo é unir os diferentes Poderes para para que o país possa alcançar um retomada econômica. “Temos feito um trabalho de pacificação no Congresso e de aprofundar as relações a favor do Brasil. Recebemos presidentes dos 14 maiores partidos, junto com líder na Câmara e no Senado. E todos eles expressaram que querem contribuir, ajudar e transformar. É um processo onde todo mundo está aprendendo”, garantiu.

Para que isso ocorra, a estratégia tem sido de apostar na conversa. “Eu digo sempre que a melhor solução para a relação com o parlamento é parlar, não tem jeito. É falar. É o que temos feito, com muita humildade. O presidente (Jair Bolsonaro) é um homem humilde e nos cobra sempre uma posição assim, de um relacionamento baseado no diálogo. Já vencemos muitas resistências”, ponderou. Para o ministro, agora não existem mais a “questão de nova e velha política”.

“Depois das eleições, tem a política, dentro de suas características e condições. O grande desafio dessa aliança liberal-conservadora que construímos para poder resgatar o país do buraco e dar o encaminhamento ao nosso país daquilo que expectativa das pessoas. Elas querem andar com segurança na rua, não querem ver nenhum governante ou governo passar a mão na cabeça de bandido. A sociedade quer ter o direito de escolher ou não se ele pode ter uma arma. Quer saber se vamos endurecer as penas. E está lá o pacote anticrime do doutor (Sérgio) Moro”, afirmou.

Desburocratização do Estado

O ministro reiterou que uma das metas do atual governo é desburocratizar o Estado. “Há uma disruptura nisso, um novo olhar das relações do Estado com a sociedade. Hoje são dois mil serviços que o governo federal pode prestar para uma pessoa, e só 300 são digitalizados hoje. Até o final do ano queremos chegar a mil e até o final do ano que vem queremos dois mil. Há 27 mil decretos além de toda essa parafernália de lei. Vamos tentar reduzir em cinco mil até o final do ano. Tem as normativas, portaria, resoluções, está tudo sendo revisto. Tem um arcabouço gigantesco onde as pessoas estão emaranhadas”, defendeu. “Estamos simplificando a vida das pessoas”, resumiu.

Onyx falou que o presidente Jair Bolsonaro tem promovido uma mudança na relação do Estado com os cidadãos. Nesse sentido, garantiu que o chefe de Estado tem trabalhado arduamente para poder resolver e solucionar questões da forma mais rápida possível por meio de decretos – que não envolvam aval do Congresso – e está permanentemente analisando e recebendo contribuições. “Por exemplo, a elevação para 10 anos da validade da carteira de habilitação é algo que surgiu por demanda de caminhoneiros e motoristas de táxi. Estamos cumprindo essa mudança”, disse.