Política

Orçamento de Guerra deve ser votado até segunda-feira, diz Maia

A proposta aprovada pela Câmara foi alterada ao receber o aval dos senadores. Com isso, voltou para ser novamente votada em dois turnos

Proposta será novamente votada em dois turnos na Câmara dos Deputados
Proposta será novamente votada em dois turnos na Câmara dos Deputados Foto : Najara Araujo/ Câmara dos Deputados / Divulgação / CP

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira que os deputados devem votar, de quarta até segunda-feira, os dois turnos da proposta de emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra.

A proposta já foi aprovada pela Câmara, mas foi alterada ao receber o aval dos senadores, no dia 17, por isso, voltou para sua Casa de origem para ser novamente votada em dois turnos com o aval de três quintos dos deputados (308). Depois, ela é promulgada em sessão do Congresso Nacional, não sendo necessária a sanção pelo presidente Jair Bolsonaro.

Maia disse que o relator da proposta, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), deve suprimir o artigo 4º do texto, que trata sobre a contrapartida de manutenção de empregos das empresas das quais o Banco Central comprou a dívida.

"Esse é um texto que inviabiliza a utilização desse instrumento pelo Banco Central. A empresa que emitiu o título já recebeu o dinheiro, ele já está circulando no mercado. Imagina você bloquear a intervenção do BC, dizendo que a empresa terá de garantir empregos. Que empresa terá que garantir os empregos? A empresa que emitiu o título, já ganhou o dinheiro, ela não faz parte do mercado secundário", afirmou Maia, antes da sessão desta quarta-feira.

Para Maia, essa mudança no texto não deve, na sua opinião, levar a proposta a ser votada de novo no Senado.

Além disso, outra alteração sendo estudada também é suprimir a exigência para que micros e pequenas empresas precisem apresentar notas de classificação de agências de risco (os chamados ratings) para conseguir acesso a crédito. No entanto, esse trecho deve ser mantido.

"Acho que a questão do rating está errada, inviabiliza participação de micro e pequena empresa. Mas é minha opinião, o Banco Central diz que não, e tenho muita confiança na equipe do BC", disse.