O decreto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) foi recebido sem surpresa por políticos gaúchos de oposição ao ex-presidente.
Para deputado federal e ex-ministro do governo Lula, Paulo Pimenta (PT), a medida foi planejada. “Ele fez tudo para isso acontecer. Faz parte da estratégia de vitimização”, avaliou.
A deputada federal gaúcha e uma das algozes de Bolsonaro quando ele atuava na Câmara, Maria do Rosário afirmou que há dois motivos claros para a prisão. “Ele desrespeitou as regras, mais uma vez. Com gravações, participou das manifestações. E tem apoiado financeira e politicamente as ações (dos Estados Unidos) contra o Brasil. São dois motivos: o desrespeito às regras e a traição ao Brasil”, disse.
Rosário rebate argumento de que nova decisão de Moraes seria uma resposta às manifestações bolsonaristas realizadas no domingo. “Não tem nada a ver. Não há movimentação nenhuma contra os atos. É contra um réu processado, que não pode continuar cometendo crimes. A situação deles vai ficando cada vez pior porque as explicações estão sendo dadas. Se ele está fazendo isso para se vitimizar, vai sair pela culatra”, afirmou a deputado.
Em manifestação nas redes sociais, a deputada federal Fernanda Melchionna (PSol) afirmou que o ex-presidente “agia como se fosse intocável” e, agora, terá de cumprir a lei.
🚨URGENTE! Acaba de ser decretada a prisão domiciliar de Bolsonaro! A decisão foi tomada porque ele descumpriu medidas cautelares ao permitir que sua imagem fosse veiculada em conteúdos nas redes sociais dos filhos.
— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) August 4, 2025
Bolsonaro vai ter que cumprir a lei. Chega de se comportar como… pic.twitter.com/PDRNoRSqhs
O deputado federal Bohn Gass (PT) seguiu na mesma linha que Melchionna, ao escrever, em sua conta no X, que Bolsonaro “desafiava a Justiça”.
Chega! Esse golpista achou que poderia continuar desafiando a Justiça. Não pode! pic.twitter.com/5pLuffwKL2
— Bohn Gass (@BohnGass) August 4, 2025