Política

Para adversários, Bolsonaro desafiava a Justiça

Deputados gaúchos de oposição ao ex-presidente avaliam o decreto de prisão domiciliar

Prisão domiciliar de Bolsonaro foi decretada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes
Prisão domiciliar de Bolsonaro foi decretada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes Foto : EVARISTO SA / AFP

O decreto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) foi recebido sem surpresa por políticos gaúchos de oposição ao ex-presidente.

Para deputado federal e ex-ministro do governo Lula, Paulo Pimenta (PT), a medida foi planejada. “Ele fez tudo para isso acontecer. Faz parte da estratégia de vitimização”, avaliou.

A deputada federal gaúcha e uma das algozes de Bolsonaro quando ele atuava na Câmara, Maria do Rosário afirmou que há dois motivos claros para a prisão. “Ele desrespeitou as regras, mais uma vez. Com gravações, participou das manifestações. E tem apoiado financeira e politicamente as ações (dos Estados Unidos) contra o Brasil. São dois motivos: o desrespeito às regras e a traição ao Brasil”, disse.

Rosário rebate argumento de que nova decisão de Moraes seria uma resposta às manifestações bolsonaristas realizadas no domingo. “Não tem nada a ver. Não há movimentação nenhuma contra os atos. É contra um réu processado, que não pode continuar cometendo crimes. A situação deles vai ficando cada vez pior porque as explicações estão sendo dadas. Se ele está fazendo isso para se vitimizar, vai sair pela culatra”, afirmou a deputado.

Em manifestação nas redes sociais, a deputada federal Fernanda Melchionna (PSol) afirmou que o ex-presidente “agia como se fosse intocável” e, agora, terá de cumprir a lei.

O deputado federal Bohn Gass (PT) seguiu na mesma linha que Melchionna, ao escrever, em sua conta no X, que Bolsonaro “desafiava a Justiça”.