A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada na noite desta segunda-feira pelo ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte, é, na opinião de aliados, uma resposta aos atos do domingo. A decisão ocorre pouco mais de 24 horas após bolsonaristas irem às ruas pelo Brasil para protestar contra o próprio Moraes, o governo Lula e a favor da anistia aos presos pelo atos de 8 de janeiro de 2023.
“Como o movimento de ontem (domingo) foi muito grande, assustou eles. Com certeza (foi uma resposta). Eles ficaram apavorados. E também tem as denúncias que o ex-assessor do Moraes revelou”, afirmou o presidente do PL no Rio Grande do Sul, deputado federal Giovani Cherini (PL).
O deputado Marcel van Hattem (Novo) corroborou: “Com certeza tem a ver com os atos de ontem. Inclusive, os atos são utilizados na fundamentação. Eles utilizam essa participação dele por celular para fundamentar a prisão”.
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Os parlamentares também acusam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de abuso de poder e de perseguir o ex-presidente. “Mais um abuso de autoridade claro. Mais uma decisão ilegal tomada pelo Alexandre de Moraes, que, aliás, nem era clara. Ele teve que explicar duas vezes. É mais um flagrante abuso e demonstra uma pessoa absolutamente desesperada. Certamente mostrando que vai até às últimas consequências na insanidade dele (Moraes) da perseguição contra o Bolsonaro”, disse Van Hattem.
“Mais um abuso. Mais um capítulo da perseguição. Até o julgamento a gente sabe qual vai ser (o resultado). A perseguição é implacável, disse Cherini.
O deputado disse não ter sido pego de surpresa com a decisão. “A gente espera de tudo sempre, de onde vem esse rojão. É aquela história. Todo psicopata precisa alimentar suas psicopatias. Ele (Moraes) vai continuar até destruir a direita, que é o papel dele. Não tem nada que justifique esse tipo de prisão domiciliar. Ele vem matando devagarinho”, declarou ainda o presidente do PL.
Para Cherini, as ações de Moraes fazem parte da “estratégia do socialismo”: “É a estratégia do socialismo. Primeiro, coloca as pessoas uma conta as outras. Depois, vão achando os problemas de cada um. Se não tem, eles botam e vão criando narrativas até a população aceitar. Estamos organizados, o problema é que o sistema é bruto”.