Parte do que acontece na política do Brasil devemos a Sergio Moro, diz Bolsonaro
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Parte do que acontece na política do Brasil devemos a Sergio Moro, diz Bolsonaro

Presidente associou sua eleição à atuação do ministro da Justiça enquanto estava na Lava Jato

Por
AE

Jair Bolsonaro participa da cerimônia de encerramento dos cursos de formação profissional do ano de 2019, para ingresso na carreira Policial Federal

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Um dia depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pelo fim da prisão de pessoas condenadas em segunda instância, o presidente Jair Bolsonaro fez referências à Lava Jato e elogiou o ministro da Justiça, Sergio Moro. "Parte do que acontece na política do Brasil devemos a Sergio Moro", afirmou. Minutos antes, ele associou sua eleição para presidente da República à atuação de Moro enquanto estava na Lava Jato. As afirmações foram feitas durante a cerimônia de formatura de profissionais da Polícia Federal, realizada na manhã desta sexta-feira, 8.

Ainda no discurso, Bolsonaro afirmou ter escolhido bem sua equipe de ministros e fez referências ao fato de Moro não ter se unido à equipe ainda durante o período da campanha eleitoral. O presidente afirmou que Moro não poderia se aproximar de políticos, não poderia ter um partido. "Ele estava cumprindo uma missão. Se a missão (não) fosse bem cumprida eu também não estaria aqui."

Recebido aos gritos de "mito", Bolsonaro, afirmou aos formandos: "fico imaginando o que passa na cabeça de vocês, a vontade de acertar... Mas botem uma coisa na cabeça de vocês. Nós, pessoas de bem, somos maioria desse Brasil". Depois da cerimônia, Bolsonaro foi para o Palácio Alvorada.

Hoje, Bolsonaro fugiu à rotina de parar para conversar com populares. Pela manhã, antes de ir à cerimônia, passou direto por um grupo de apoiadores que se concentravam na frente da residência oficial. Há pouco, ele retornou para o Alvorada, também sem se pronunciar.

A decisão do STF, dada ontem à noite depois de um longo período de discussão, abre o caminho para que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva entre em liberdade. Lula está preso em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão deverá beneficiar ainda cerca de 5.000 pessoas que estão presas depois de condenação de segunda instância.