Com a leitura do parecer, o conselho encerra a primeira etapa na análise das denúncias que embasaram o requerimento do PSOL de cassação do mandato do ex-líder do DEM no Senado. A partir desta quinta-feira, os parlamentares terão até terça-feira para se aprofundarem nos argumentos sustentados por Humberto Costa e votar o relatório. Caso aprovado, será aberta a segunda etapa dos trabalhos que é a análise de mérito.
Já com os inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo disponibilizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Costa avaliará até que ponto as gravações autorizadas pela Justiça e as conversas de Demóstenes com Cachoeira comprometem o ex-líder do DEM. "O (problema é que) o senador faltou com a verdade em vários momentos e comprometeu seu mandato parlamentar ao se apresentarem evidências que sua relação com Cachoeira não era apenas privada", disse o relator.
Costa destacou que seu parecer não se sustenta apenas "em matérias veiculadas na mídia". Em vários momentos, desde que foi escolhido para a função, ele ressaltou que as investigações do Conselho de Ética se baseiam em um julgamento político.
Logo no início da manhã, Demóstenes esteve no Senado e foi até o plenário registrar presença. Depois, despachou com assessores em seu gabinete e por volta das 9h30min deixou a Casa. Na primeira reunião do conselho, o senador goiano compareceu no colegiado quando deixou claro que pretende se defender das acusações pessoalmente nessa segunda etapa dos trabalhos.
Na fase de investigação, ele apresentou sua defesa por escrito. O advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, acompanhará a reunião do Conselho. Ele disse que “está tranquilo” quanto à defesa do parlamentar.
Relator Humberto Costa pediu abertura de processo disciplinar | Foto: Wilson Dias / ABr Divulgação / CP