Política

Petistas pregam cautela e citam "grave crise institucional" com afastamento de Renan

Vice do Senado, Jorge Vianna relatou que aguardará nota oficial do STF

Vice do Senado, Jorge Vianna relatou que aguardará nota oficial do STF
Vice do Senado, Jorge Vianna relatou que aguardará nota oficial do STF Foto : Marcelo Camargo / ABr / CP
O afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da Presidência do Senado, nesta segunda-feira por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), pegou até os senadores petistas de surpresa. O vice-presidente da Casa e substituto eventual de Calheiros, senador Jorge Vianna (PT-AC), disse que a situação é muito grave e que, neste momento, ele não pode ter ideia e nem deve ter ideia sobre o que vai acontecer. “É uma situação muito grave, é uma crise institucional gravíssima que o país está vivendo”.

Vianna relatou que, nesta terça, os integrantes da Mesa Diretora do Senado devem se reunir para uma avaliação sobre o que está acontecendo e o que deve ser feito. Ele informou que foi pego de surpresa ao chegar de viagem e que embora tenha estado na casa de Renan, voltaria a encontrá-lo para conversar. “Eu acho que devemos esperar um comunicado oficial (do STF). A mesa vai se reunir e vamos ver o que vamos fazer”.

O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), disse que neste momento não há o que se discutir até que haja uma comunicação oficial do Supremo sobre o afastamento de Renan e que haja, se for o caso, a mudança de comando no Senado. Segundo ele, até que as coisas se efetivem, a posição da bancada do PT é de expectativa. “Nós não tivemos comunicação oficial por parte do STF. Foi decisão monocrática que precisa ser confirmada no plenário. O próprio Renan deve tomar alguma medida em relação a isso. Até que isso efetivamente se concretize, a nossa posição é de expectativa”, definiu.

As declarações de Humberto Costa foram dadas após reunião da bancada petista. Perguntado se os parlamentares estavam felizes com a decisão do STF, já que muitos deixavam a reunião com semblante de alegria, o senador foi taxativo: “Estamos vivendo uma crise institucional grave e ninguém pode ficar feliz com isso. A nossa preocupação é encontrar um caminho para superar essa crise institucional”.