O diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, foi solto na madrugada desta quarta-feira pela Polícia Federal (PF). Carvalho saiu da prisão em Brasília perto de meia-noite, segundo investigadores da PF.
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Carvalho e outros três policiais legislativos do Senado foram presos temporariamente na última sexta-feira durante a Operação Métis, deflagrada para desarticular suposto esquema de contrainteligência executado por policiais do Senado para favorecer senadores alvo de investigações.
O prazo da prisão temporária de Carvalho - de cinco dias - venceu e não houve pedido de renovação. Os outros três policiais já haviam saído da prisão antes de Carvalho.
Desvio de finalidade
O caso pôs em evidência a Polícia Legislativa, responsável por fazer a segurança de parlamentares, prevenir e apurar infrações nas instalações pertencentes ao Congresso Nacional. O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que as varreduras “restringem-se a detecção de grampos ilegais, conforme previsto no regulamento interno”.
O diretor-geral da PF, Leonardo Daiello, frisou que a investigação não é sobre a varredura de grampos em parlamentares e sim sobre a obstrução de uma investigação federal. “O que foi investigado é o desvio de finalidade de quatro integrantes da polícia do Senado Federal que teriam utilizado as atribuições do senado com finalidade ilícita, a obstrução da operação Lava Jato”.
PF solta diretor da Polícia Legislativa do Senado
Pedro Carvalho havia sido preso durante Operação Métis