Política

Plano Diretor: Jessé Sangalli vê infraestrutura urbana como prioridade

Para o liberal, elementos estruturais relacionados à mobilidade e utilidade pública devem ser priorizados; desburocratização também foi apoiada pelo vereador

Parlamentar questiona a eficiência dos corredores de ônibus
Parlamentar questiona a eficiência dos corredores de ônibus Foto : Fernando Antunes/CMPA/CP

Parlamentar mais votado da Câmara de Porto Alegre, Jessé Sangalli (PL) é um dos 14 integrantes da comissão especial do Plano Diretor. Mais do que isso: o liberal foi escolhido como relator-geral, cargo responsável por elaborar um parecer conclusivo sobre o trabalho realizado pelo grupo. À reportagem, o vereador disse que, em sua avaliação, a infraestrutura urbana deveria ser a prioridade da cidade.

A comissão é responsável por revisar e trazer contribuições ao projeto do Executivo, que guiará o planejamento estratégico de Porto Alegre pelos próximos dez anos. Na prática, isso significa que as decisões tomadas pelos parlamentares impactarão o desenvolvimento da cidade a longo prazo.

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Questionado a respeito do projeto da Prefeitura, Sangalli adotou postura elogiosa. Para ele, a proposta torna regra o que era exceção, simplificando, desburocratizando e diminuindo o risco de privilégios no planejamento urbano.

“As nossas exceções estavam virando regras. Quem tinha engenheiros e arquitetos capacitados aprovava projetos especiais e construía acima do permitido”, exemplificou, referindo-se à altura dos prédios da cidade. Tendo em vista a ambição do Executivo em verticalizar a cidade, o vereador considera o texto “disruptivo”.

Como relator-geral da comissão, Sangalli acredita que a infraestrutura urbana e o transporte devem pautar o debate. Nessa linha, o parlamentar questionou os prós e contras trazidos pelos corredores de ônibus na conjuntura atual da cidade.

“Se tu for olhar onde eles foram implementados, você basicamente repeliu o comércio da região”, afirmou o liberal. Ele argumenta que o transporte público é utilizado de forma intensa somente em dois períodos do dia: início da manhã e final da tarde. “Vale a pena manter essa infraestrutura?”, indagou.

*Supervisão Mauren Xavier