* Com informações da AE
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) votou a favor da revogação das prisões do presidente da Casa, Jorge Picciani, e dos deputados estaduais Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.
Por 4 votos a 2, os deputados entenderam que a Constituição garante a independência dos poderes e que foi uma investigação inconclusa. Agora o parecer do relator, deputado Milton Rangel (DEM), irá à votação no plenário, precisando de maioria simples - 36 dos 70 deputados - para ser aprovado ou rejeitado.
O deputado Rafael Picciani (PMDB), filho de Jorge Picciani e integrante da CCJ, absteve-se. Os deputados Carlos Minc (sem partido) e Luiz Paulo Corrêa (PSDB) votaram pela manutenção das prisões. A votação do parecer da CCJ foi reservada. Antes de a análise começar, os jornalistas foram convidados a se retirar.
"Não se trata de uma acusação qualquer; estamos falando de corrupção, desvio de verba e formação de quadrilha", enumerou o deputado Marcelo Freixo (PSOL), logo após a divulgação do resultado. "A Assembleia pode e deve fazer um debate, mas anular a decisão da Justiça é um equivoco muito grande."
Picciani, Paulo Melo e Albertassi foram presos na quinta-feira, por determinação unânime do Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2), indiciados na Operação Cadeia Velha, deflagrada na terça-feira.
Por 4 a 2, CCJ da Alerj vota pela soltura de Picciani, Melo e Albertassi
Parece vai à votação no plenário e precisa ter pelo menos 36 votos favoráveis