Política

PP vai rachado para votação do ICMS

Presidente estadual do partido disse que tema ainda está em debate

PP vai rachado para votação do ICMS
PP vai rachado para votação do ICMS Foto : Jefferson Rudy / Senado / CP
Uma reunião-almoço entre lideranças do PP, nessa sexta-feira, deu início às discussões internas na sigla para a votação do projeto de lei encaminhado à Assembleia pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) propondo aumento nas alíquotas de ICMS no Estado. Sem fechar questão, o que não deve ocorrer, a sigla caminha para se dividir quanto à aprovação ou rejeição ao projeto. Com sete deputados, dois dos quais compõem o Secretariado de Sartori, o encaminhamento partidário não será seguido com unidade.

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Os secretários dos Transportes, Pedro Westphalen, e Ernani Polo, da Agricultura, ambos deputados, deverão votar favoravelmente à proposta. Os dois retornarão ao Legislativo às vésperas da votação para dar seu apoio ao governador Sartori. A eles deverá se somar o deputado João Fischer, o Fixinha.

O presidente estadual do PP, Celso Bernardi, disse ontem que o tema ainda está em debate. “Faremos um indicativo, não vamos fechar questão”, garantiu. “O partido sempre contribuiu com os governos que nós participamos apoiando o aumento de impostos quando fomos solicitados”, disse.

A principal liderança da sigla no Estado, a senadora Ana Amélia Lemos (PP), no entanto, reiterou sua decisão contrária a qualquer majoração do ICMS. Em postagem em uma rede social, a senadora disse “respeitar as opiniões contrárias”, mas afirmou que não é solução (o aumento do ICMS), apenas significa enxugar gelo.

PSB ainda sem consenso


O PSB gaúcho, que detém três cadeiras na Assembleia Legislativa e integra a base de apoio do governador José Ivo Sartori (PMDB), ainda está longe do consenso a respeito do projeto que prevê o aumento de alíquotas de ICMS.

Nessa sexta-feira, o vice-presidente da sigla no Estado, o deputado federal Heitor Schuch, participou da reunião de parte da bancada federal com o governador, na qual o Executivo tratou das propostas enviadas à Assembleia na quinta-feira. Schuch, contudo, saiu da reunião com a mesma posição que tinha ao entrar. “Estou redigindo um artigo orientando nossos companheiros a votarem contra o aumento do ICMS. A proposta é um paliativo, não resolve os problemas do Estado.”

A parte do PSB gaúcho que resiste em concordar com o aumento de impostos entende que a medida pode aumentar a sonegação. E prefere sugerir outras propostas para aumentar a arrecadação. Entre elas, planos para diminuir a sonegação e a evasão fiscal. O partido toma por base levantamentos de entidades ligadas à fiscalização de tributos que mostram dados alarmantes. Entre eles, o de que o contrabando de remédios, roupas, bebidas e cigarros vai movimentar R$ 500 bilhões este ano no País.

O PSB só vai “bater o martelo” a respeito de sua posição quanto ao aumento do ICMS em uma reunião do partido que ocorrerá no dia 31 de agosto. “Temos que ter cuidado para não bater o martelo nos dedos”, compara Schuch.