“Eu visito as comunidades da periferia e a falta de médicos é uma cobrança da grande maioria dos moradores. Nós fizemos concursos e tentamos de todas as maneiras contratar profissionais, mas não tivemos sucesso", relatou. "Em Porto Alegre, já recebemos 37 profissionais pelo programa mais médicos e pela primeira vez estou conseguindo atender essa demanda”, disse o prefeito.
Os depoimentos foram ouvidos pelo ministro do supremo Marco Aurélio de Melo, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade, movida pela Associação Médica Brasileira contra o Governo Federal. Durante sua apresentação, Fortunati explicou que o programa do Governo Federal atende à mobilização liderada pela FNP, que neste ano lançou a campanha Cadê o Médico?.
A ação serviu para divulgar a necessidade de buscar profissionais dispostos a trabalhar na atenção básica e fortalecer o atendimento pelo SUS. “Alguns municípios já investem mais de 30% de seu orçamento em saúde pública e não conseguem contratar profissionais. O Mais Médicos representa investimento no atendimento primário, melhorando a qualidade de vida da população e reduzindo os casos que hoje chegam aos hospitais porque não foram tratados a tempo ou de forma preventiva, ou ainda porque não tem médicos para atender nos postos”, concluiu Fortunati.