Política

Presidente do STF empata julgamento de lavagem de dinheiro

Impasse só deve ser definido no final do processo

Presidente do STF empata julgamento de lavagem de dinheiro
Presidente do STF empata julgamento de lavagem de dinheiro Foto : Nelson Jr. / SCO / STF / CP
Com o voto dos ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto nesta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), houve empate no julgamento do mensalão sobre o item que trata de lavagem de dinheiro. Foram cinco votos pela absolvição e cinco pela condenação dos ex-deputados federais Paulo Rocha (PT-PA), João Magno (PT-MG) e o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto. Os outros réus, o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), a assessora do ex-deputado Paulo Rocha na época do escândalo, Anita Leocádia, e o chefe de gabinete do ex-ministro dos Transportes, José Luiz Alves, foram considerados inocentes.

Primeiro a se manifestar sobre o capítulo, Mendes afirmou que a defesa de Anderson Adauto não conseguiu provar que os meios para transferências seriam legais. “Fraudes e mecanismo evidenciam com muita clareza que Anderson Adauto tinha clareza da origem do recurso e tentou colocar à margem da lei para uso próprio”. Ele condenou Paulo Rocha, João Magno e Anderson Adauto e absolveu os demais réus, assim como Celso de Mello, que tomou a palavra na sequência. Último a votar, Ayres Britto, votou integralmente com o relator. Ele condenou Paulo Rocha, Anderson Adauto e João Magno e inocentou Anita Leocádia, Professor Luizinho e José Luiz Alves.

A questão do empate só deve ser definida ao final do julgamento, quando será feita a proclamação do resultado. Isso porque, segundo Ayres Britto, os ministros ainda podem mudar o voto até o final do julgamento. O empate ocorreu porque a Corte está com um ministro a menos desde a aposentadoria de Cezar Peluso, no fim de agosto.

Ainda nesta quarta-feira, porém, a Corte deve dar início à etapa final do processo. O ministro-relator Joaquim Barbosa começará a leitura de seu voto sobre o crime de formação de quadrilha envolvendo 13 réus: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos, Geiza Dias, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório. O ministro dirá se o grupo se uniu com a intenção de garantir o andamento do esquema que, segundo o STF, organizava a compra de apoio político no Congresso durante o primeiro mandato do governo Lula. Para o Ministério Público, Dirceu chefiava o esquema.

Com informações da Agência Estado

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