Primeiro a se manifestar sobre o capítulo, Mendes afirmou que a defesa de Anderson Adauto não conseguiu provar que os meios para transferências seriam legais. “Fraudes e mecanismo evidenciam com muita clareza que Anderson Adauto tinha clareza da origem do recurso e tentou colocar à margem da lei para uso próprio”. Ele condenou Paulo Rocha, João Magno e Anderson Adauto e absolveu os demais réus, assim como Celso de Mello, que tomou a palavra na sequência. Último a votar, Ayres Britto, votou integralmente com o relator. Ele condenou Paulo Rocha, Anderson Adauto e João Magno e inocentou Anita Leocádia, Professor Luizinho e José Luiz Alves.
A questão do empate só deve ser definida ao final do julgamento, quando será feita a proclamação do resultado. Isso porque, segundo Ayres Britto, os ministros ainda podem mudar o voto até o final do julgamento. O empate ocorreu porque a Corte está com um ministro a menos desde a aposentadoria de Cezar Peluso, no fim de agosto.
Ainda nesta quarta-feira, porém, a Corte deve dar início à etapa final do processo. O ministro-relator Joaquim Barbosa começará a leitura de seu voto sobre o crime de formação de quadrilha envolvendo 13 réus: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos, Geiza Dias, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório. O ministro dirá se o grupo se uniu com a intenção de garantir o andamento do esquema que, segundo o STF, organizava a compra de apoio político no Congresso durante o primeiro mandato do governo Lula. Para o Ministério Público, Dirceu chefiava o esquema.
Com informações da Agência Estado