Para o ministro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, com a morte de Teori Zavascki, relator do processo referente à operação Lava Jato na Corte, a capitania dos trabalhos deve ficar a cargo dos magistrados que já conhecem a matéria.
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"De qualquer forma, não se deve aguardar a chegada de um novo ministro para substituir a vaga de Teori (na relatoria). O processo não pode ficar paralisado porque isso não interessa à sociedade. A distribuição deve ser entre Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski ou Celso de Mello, porque eles conhecem a matéria e já estavam atuando neste processo", afirmou Marco Aurélio em entrevista à Rádio Guaíba nesta segunda-feira.
Questionado sobre quanto tempo levaria para tomar conhecimento do processo, o ministro Marco Aurélio preferiu explicar que a matéria não terá quebra de continuidade com a nomeação de um novo relator. "Era um trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo ministro Teori e agora deve ser apresentado por um outro ministro, que com certeza irá reunir os auxiliares que trabalhavam com Teori para evitar essa descontinuidade. O processo continuará sendo levado de forma segura, como deve ser", argumentou.
Mello esclareceu que a reunião entre Gilmar Mendes e o presidente Michel Temer não deve afetar a atuação do STF no processo da Lava Jato. "A atuação do Supremo é institucional, visando a prevalência da lei de todas as leis, que é a Constituição Federal. O processo não tem capa, tem estritamente conteúdo e é assim que deve atuar qualquer membro do supremo, como deve atuar todo e qualquer juiz", observou.
O ministro acredita que a presidente do STF, Carmen Lúcia, não deve atuar como relatora do processo. Marco Aurélio afirmou que a função da colega deve ser de administração e de coordenação do processo.
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Para ministro do STF, próximo relator poderia usar auxiliares de Teori