Política

Processo da Lava Jato deve ficar com quem conhece matéria, defende Marco Aurélio

Para ministro do STF, próximo relator poderia usar auxiliares de Teori

Processo da Lava Jato deve ser distribuído entre ministros que conhecem matéria, defende Marco Aurélio Mello
Processo da Lava Jato deve ser distribuído entre ministros que conhecem matéria, defende Marco Aurélio Mello Foto : Carlos Humberto / STF / CP
Para o ministro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, com a morte de Teori Zavascki, relator do processo referente à operação Lava Jato na Corte, a capitania dos trabalhos deve ficar a cargo dos magistrados que já conhecem a matéria.

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"De qualquer forma, não se deve aguardar a chegada de um novo ministro para substituir a vaga de Teori (na relatoria). O processo não pode ficar paralisado porque isso não interessa à sociedade. A distribuição deve ser entre Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski ou Celso de Mello, porque eles conhecem a matéria e já estavam atuando neste processo", afirmou Marco Aurélio em entrevista à Rádio Guaíba nesta segunda-feira. 

Questionado sobre quanto tempo levaria para tomar conhecimento do processo, o ministro Marco Aurélio preferiu explicar que a matéria não terá quebra de continuidade com a nomeação de um novo relator. "Era um trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo ministro Teori e agora deve ser apresentado por um outro ministro, que com certeza irá reunir os auxiliares que trabalhavam com Teori para evitar essa descontinuidade. O processo continuará sendo levado de forma segura, como deve ser", argumentou. 

Mello esclareceu que a reunião entre Gilmar Mendes e o presidente Michel Temer não deve afetar a atuação do STF no processo da Lava Jato. "A atuação do Supremo é institucional, visando a prevalência da lei de todas as leis, que é a Constituição Federal. O processo não tem capa, tem estritamente conteúdo e é assim que deve atuar qualquer membro do supremo, como deve atuar todo e qualquer juiz", observou. 

O ministro acredita que a presidente do STF, Carmen Lúcia, não deve atuar como relatora do processo. Marco Aurélio afirmou que a função da colega deve ser de administração e de coordenação do processo.