Política

Projeto que altera nome da avenida Castelo Branco é rejeitado

Vereadores da Capital contrários ao projeto venceram por 16 votos a 12

Pedro Ruas usou a palavra para defender o projeto de autoria da sua bancada
Pedro Ruas usou a palavra para defender o projeto de autoria da sua bancada Foto : Felipe Dalla Valle / CMPA / CP
O projeto de alteração no nome da avenida Castelo Branco, na entrada de Porto Alegre, foi rejeitado pelos vereadores por 16 votos a 12 na tarde desta quarta-feira. Os vereadores Pedro Ruas e Fernanda Melchionna (PSol), que propuseram a mudança, queriam homenagear os gaúchos que participaram e apoiaram o Movimento da Legalidade, protagonizado por Leonel Brizola em 1961, além de "refazer o sentido da história do Brasil, lembrando de fatos que contrapõem o regime autoritário civil-militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985 e que foi marcado por diversos crimes contra a humanidade".

O vereador Sebastião Melo (PMDB) criticou a proposta, dizendo que todos os historiadores os quais consultou foram contrários à mudança. "Será que apagar a Castelo Branco de Porto Alegre, não é apagar a barbaridade que foi Castelo Branco para o Brasil? Júlio de Castilhos e Getúlio Vargas foram ditadores para uns e democratas para outros. Isso é História, e ela não pode ser apagada", argumentou.
 
Nelcir Tessaro (PSD) destacou que a alteração provocaria prejuízos a toda comunidade porto-alegrense e aos turistas. O vereador sugeriu, ainda, que a homenagem à Legalidade – como seria batizada a avenida no caso de aprovação do projeto – seja realizada dando o nome à nova ponte Porto Alegre-Guaíba, construção anunciada ontem pela presidente Dilma Rousseff.

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