Política

PT define agenda de mobilização para julgamento de Lula

Atividades iniciam no dia 13 de janeiro com atos públicos em Porto Alegre

Reunião com integrantes do PT definiu agenda de mobilização para julgamento de Lula
Reunião com integrantes do PT definiu agenda de mobilização para julgamento de Lula Foto : Mauro Schaefer
O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu nesta quarta-feira sua agenda de atividades para acompanhar o julgamento da apelação do ex-presidente Lula, que foi condenado em primeiro Grau, pela Justiça Federal do Paraná, no chamado "caso do triplex". O julgamento ocorrerá na manhã de 24 de janeiro, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. A mobilização, de acordo com os dirigentes da sigla, não tem foco exclusivo nesta data, mas marcará o início de um movimento em defesa de eleições diretas com a participação do ex-presidente como candidato.

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"Será o mais longo dos anos: 2018 começa no dia 1º de janeiro, mas ninguém sabe quando termina. A batalha será muito difícil, pois estamos diante de um estado de exceção no país, onde se tenta condenar um ex-presidente sem provas de que cometeu crime. Precisamos demonstrar que uma justiça seletiva não pode tirar o direito do povo brasileiro optar por Lula para ser presidente do Brasil", discursou o ex-ministro da saúde e vice-presidente nacional do PT, Alexandre Padilha. "A aliança que queremos construir em torno de Lula vai revogar esta reforma trabalhista que destruiu a CLT e vai retomar o patrimônio nacional que estão vendendo a troco de bananas", completou.

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O ato na Capital reuniu na sede do SindiBancários, lideranças estaduais e regionais petistas, sob a intenção de estruturar uma posição de contraponto ao Judiciário, que poderá confirmar a condenação do ex-presidente, em segunda instância. "Vamos esclarecer a população de que a perseguição a Lula faz parte de uma agenda imposta contra a nação para retirar direitos sociais e trabalhistas. Vamos mostrar que o juiz Sérgio Moro não consegue comprovar as acusações contra Lula e provocar o povo a dizer se acredita em Moro ou em seu ex-presidente acusado sem provas", apontou o presidente estadual do PT, deputado federal Pepe Vargas.

Atividades iniciam no dia 13 de janeiro

As atividade terão início em 13 de janeiro, quando o partido pretende realizar atos públicos em diversos municípios e instalará, em suas sedes, comitês em defesa do direito de Lula concorrer em eleições dirertas. A partir de 22 de janeiro, o partido espera receber, em Porto Alegre, caravanas de diversos Estados brasileiros e fazer com que os participantes atuem junto à população propagando ideias de oposição à agenda política de Michel Temer (PMDB).

"Como pode um ministro (Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo de Temer) admitir compra de votos no Congresso para projetos antipopulares. A mesma Justiça não interfere nisso? É um absurdo total, que nos leva a crer na insegurança sobre a independência do Poder Judiciário", disparou outro petista, já em conversas informais.

A ideia é concentrar milhares de pessoas diante do TRF4 desde a manhã do dia 23 de janeiro e fazer com estas pessoas permaneçam mobilizadas até o dia seguinte. No dia 25 de janeiro, a executiva nacional se reunirá em ato onde pretende ter a presença de parlamentares federais e governadores para reafirmar o apoio a Lula, mesmo com a condenação confirmada pelo Judiciário.

Lei de Marchezan


Outro tema que esquentou o debate dos petistas sobre o julgamento da apelação do ex-presidente Lula, em Porto Alegre, é a lei aprovada na Câmara de Vereadores da Capital, por proposta do prefeito Nelson Marchezab Júnior (PSDB), que estabelece restrições contra manifestações na cidade. "É uma aberração anticonstitucional e precisa ser combatida em todas as frentes", apontou o ex-presidente estadual da sigla e atual prefeito de São Leoipoldo, Ary Vannazi.