O publicitário Sidônio Palmeira é o novo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Ele assume o cargo no lugar do gaúcho Paulo Pimenta.
Sidônio foi responsável pelo marketing da pré-campanha de Lula na disputa à presidência da República, em 2022, quando o petista venceu Jair Bolsonaro (PL).
É baiano, ele teve atuação ainda em campanhas vitoriosas de outros petistas, como Rui Costa e Jaques Wagner, ambos governaram a Bahia. Também atuou na campanha de Fernando Haddad, em 2018, na disputa à presidência da República.
Após ser confirmado no cargo, o publicitário afirmou ser necessário que o governo evolua na parte digital da comunicação. Segundo o futuro chefe da Secom, sua gestão é uma espécie de segundo tempo - no sentido de não ser necessário começar tudo do zero.
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Nos bastidores, o presidente Lula avalia que Sidônio, com larga experiência no marketing político, tem as qualificações necessárias para melhorar a imagem da gestão.
Cobrança para que governo seja mais digital
O publicitário Sidônio Palmeira falou, em entrevista coletiva, que é necessário que o governo evolua na parte digital da comunicação. Ele deu a declaração ao lado de seu antecessor, Paulo Pimenta, no Palácio do Planalto. Segundo o futuro Secom, sua gestão é uma espécie de segundo tempo - no sentido de não ser necessário começar tudo do zero.
"Tem uma observação também na parte digital, alguns dizem assim até que é analógico, acho que a gente precisa evoluir nisso", disse Sidônio Palmeira. "É um segundo tempo que estamos começando, não o primeiro tempo", declarou. Ele também mencionou que vem da iniciativa privada, e que nunca trabalhou em um governo. "É uma experiência nova, interessante, é um grande desafio. Eu mesmo vou me cobrar, a comunicação é um negócio muito interessante para um governo", declarou. Ele disse que fará o máximo para manter a transparência do governo.
Lula decidiu trocar a gestão da Secom por julgar que seu governo tem grande número de obras e bons programas sociais, mas que problemas de comunicação impedem que isso se traduza em popularidade junto ao eleitorado. O cenário preocupa porque o presidente precisa estar em alta nas eleições de 2026 para se reeleger ou promover a candidatura de um sucessor.
Segundo Sidônio, é necessário equilibrar "expectativa, gestão e percepção popular". Ele afirmou que prestará informações à imprensa para facilitar a divulgação dos programas do Executivo. Também declarou que comunicação não é um tema só da Secom, mas do governo como um todo.
A demissão de Paulo Pimenta é aguardada em Brasília há pelo menos um mês. Em 6 de dezembro do ano passado, o presidente disse em público que havia problemas na comunicação do governo e que faria as "correções necessárias". Todo o mundo político entendeu a declaração como uma espécie de aviso prévio aberto a Pimenta. Paralelamente a isso, Lula negociava a entrada de Sidônio na gestão federal.
Como mostrou o Broadcast Político, funcionários da Secom já vinham sendo avisados de que seriam demitidos desde segunda-feira, 6. Sidônio levou ao Planalto naquele dia Thiago César, que será seu secretário-executivo, e Paulo Brito, que será seu chefe de gabinete. O movimento deixou claro que a troca era iminente e que os atuais ocupantes desses cargos seriam dispensados.
*Com informações da Agência Estado.