As discussões sobre a Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, onde a proposta está sendo discutida em comissão especial, e no Senado, segunda instância de análise da matéria, começam a evidenciar resistências entre parlamentares inclusive da base aliada do Planalto, mas principalmente a despertar a atenção da população. Um dos pontos mais controversos é a idade mínima de 65 anos para aposentadoria, atingindo os trabalhadores na ativa sem exceção.
Na segunda-feira, o relator da reforma na comissão especial da Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia, do PPS, defendeu, após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e com o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, que a idade de 65 anos não pode ser alterada ou retirada do texto “de jeito nenhum”. As mobilizações contrárias à Reforma da Previdência, considerando a visibilidade para a população em geral, ainda são tímidas, mas deputados e federais e senadores, que têm a responsabilidade de avalizar ou não os planos do presidente Michel Temer já estão sentindo na pele, e de forma bastante incisiva, as críticas e resistências em visitas às suas bases eleitorais.
Articulações, que majoritariamente são protagonizadas em audiências públicas, em municípios, têm reunido centenas de pessoas com capacidade bastante distinta de pressionar parlamentares. É nas bases que deputados e senadores buscam apoio ao longo dos mandatos, mas principalmente em anos eleitorais, como o ano que vem. Diferentemente de Temer, que não irá encarar as urnas em 2018.
Reforma da Previdência deixa aliados divididos
Relator na comissão defendeu a não alteração ou retirada da idade mínima de 65 anos para a aposentadoria