Política

Renan interrompe sessão do Senado, que será retomada às 13h30min

Senadores favoráveis ao impeachment falaram na manhã desta quarta-feira

Primeira parte de sessão tem senadores favoráveis ao impeachment
Primeira parte de sessão tem senadores favoráveis ao impeachment Foto : Jane Araújo / Agência Senado / CP
A primeira parte da sessão especial de votação do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff começou nesta quarta-feira com atraso. A primeira oradora, senadora Ana Amélia (PP-RS) apenas começou seu discurso duas horas e 17 minutos depois do horário de abertura. Nesta primeira etapa, parlamentares favoráveis ao impedimento destacaram diversos motivos para a saída da chefe de Estado.  



Antes da explanação de Ana Amélia, o presidente do Senado, Renan Calheiros indeferiu cinco questões de ordem da base do governo para suspender o processo de impedimento. A senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) foi a primeira a se manifestar, apresentando a questão de ordem para suspensão do impeachment até que o Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestasse sobre mandado de segurança. Calheiros julgou improcedente o pedido de Gleisi.

Durante o seu discurso, Ana Amélia argumentou que o desemprego é consequência das "pedaladas fiscais". "A sociedade tem pressa mas não podemos apressar o processo dessa casa que agora se transformou em um tribunal político", afirmou.

O senador José Medeiros (PSD/MT), favorável ao impeachment questionou: "Onde já se viu golpe com imprensa livre e pessoas nas ruas?" Já o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), Dilma perdeu as condições de governar o País e que por isso acredita no impeachment da petista, mesmo com a defesa de senadores formam parte do governo. 

Marta Suplicy assumiu a fala no plenário e se mostrou convencida de que houve crime de responsabilidade. "Estou convencida de que há indícios mais do que suficientes de que houve crime de responsabilidade. A gravíssima situação brasileira pede ações refletidas, porém rápidas. 

O último senador a falar na primeira parte da sessão foi Ataídes Oliveira (PSDB/TO). Oliveira começou seu discurso destacando que a Petrobras foi destruída pelo governo do PT. "Não sei como eles deram conta de quebrar a nossa querida Petrobras", afirmou. "Agências de risco nos veem como caloteiros. Além de terem destruído a nossa economia, destruíram a nossa moral", acrescentou.