Acompanhe a sessão ao vivo pela TV Justiça:
Na sessão dessa quarta-feira, o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, o publicitário Marcos Valério e outros cinco réus. Ele absolveu apenas o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e a ex-funcionária de Valério, Geiza Dias.
Em seu voto, Barbosa afirmou que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu estava "em posição central e de liderança" na organização do esquema. Segundo o relator, Dirceu atuava nas duas pontas: "Primeiro, na promessa de vantagens indevidas dirigidas aos deputados federais que com ele se reuniam. Segundo, no pagamento das vantagens", afirmou Barbosa. Além disso, o magistrado declarou que os encontros de Dirceu com altos dirigentes dos bancos Rural e BMG, com a presença do publicitário Marcos Valério e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, contrariam as teses da defesa de que o ex-ministro não tratava de questões financeiras relativas ao partido e nem tinha relações próximas com Valério.
Ricardo Lewandowski começou a leitura do seu voto ainda na quarta e divergiu de Barbosa em alguns pontos. O relator, por exemplo, entendeu não haver provas para condenar o ex-presidente do PT José Genoino e votou por sua absolvição.
Depois do voto do revisor do processo, será a vez dos ministros Rosa Weber, Luiz Fux, Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, votarem sobre o capítulo.
Mensalão
O STF analisa o processo do mensalão desde o dia 2 de agosto, quando voltou do recesso de julho. Até agora, dos sete capítulos da ação penal, três foram concluídos e o quarto é o que está em andamento. Desde então, a Corte concluiu que houve desvio de dinheiro púbico na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil, gestão fraudulenta no Banco Rural, lavagem de dinheiro promovida pelo núcleo financeiro e publicitário e corrupção passiva entre os partidos da base aliada (PP, PL, PTB e PMDB).
Ainda falta decidir sobre corrupção ativa (segunda metade do Capítulo 6), lavagem de dinheiro entre integrantes do PT e o ex-ministro Anderson Adauto (Capítulo 7), lavagem de dinheiro e evasão de divisas do publicitário Duda Mendonça e de sua sócia Zilmar Fernandes (Capítulo 8), e formação de quadrilha entre políticos do PT e o núcleo publicitário (Capítulo 2).
Com informações da Agência Brasil