Mais cedo, Ricardo Lewandowski, votou pela absolvição de todos os réus, assim como Marco Aurélio Mello que acompanhou na íntegra o voto do revisor. O ministro Luiz Fux acompanhou o relator e condenou o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e os ex-deputados Paulo Rocha (PT-PA), João Magno (PT-MG). Ele absolveu Anita Leocádia, assessora de Paulo Rocha na época do escândalo, Professor Luizinho (PT-SP), e José Luiz Alves, chefe de gabinete do ex-ministro.
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De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Paulo Rocha, valendo-se da intermediação dos então assessores Anita Leocádia e Charles Santos Dias, recebeu a quantia de R$ 820 mil. Já João Magno recebeu R$ 360 mil do publicitário Marcos Valério. Ainda segundo o MPF, Professor Luizinho recebeu, do esquema operado por Marcos Valério, a quantia de R$ 20 mil e o ex-ministro dos Transportes, R$ 1 milhão.
O STF analisa o processo do mensalão desde o dia 2 de agosto, quando voltou do recesso de julho. Até agora, dos sete capítulos da ação penal, quatro foram concluídos. Desde então, a Corte entendeu que houve desvio de dinheiro púbico na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil, gestão fraudulenta no Banco Rural, lavagem de dinheiro promovida pelo núcleo financeiro e publicitário, corrupção passiva entre os partidos da base aliada (PP, PL, PTB e PMDB) e corrupção ativa entre o antigo núcleo do PT formado pelo ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do partido José Genoino e o ex-tesoureiro da sigla Delúbio Soares. Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e Simone Vasconcelos também foram condenados. O ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e a ex-funcionária de Marcos Valério, Geiza Dias foram absolvidos.
Com informações da Agência Estado e Agência Brasil