O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, disse que a renegociação da dívida do RS é uma prioridade de seu governo, que trabalha com déficit de R$ 25,5 bilhões até 2018. Em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, Sartori afirmou que a crise nacional provocou ações de contingenciamento buscando um orçamento realista para o Estado e o País.
Sartori, que foi a Brasília conversar com o presidente Michel Temer nessa terça, explicou que o objetivo da visita foi esclarecer pontos do texto de renegociação da dívida. “Fomos mostrar ao presidente Temer que a regulamentação da lei de regime de recuperação fiscal dos estados tem diversas interpretações”, destacou. O governador não quer que seja regulamentada a lei sem que o governo gaúcho seja ouvido.
O governador disse que houve um crescimento da parcela da dívida, que está novamente próxima aos R$ 150 milhões ao mês, pois o estado teve a possibilidade de realizar um plebiscito para negociar CEEE, CRM e Sulgás, mas a o Legislativo barrou a proposta e com isso a situação financeira do Estado deve se agravar nos próximos meses. Sartori afirmou que busca em Brasília um pré-pacto que seja de comum acordo com a União, mesmo sem ter privatizado as estatais. “Temos outros bens, como terras, imóveis e outros, mas queremos uma valorização para as medidas tomadas até agora pelo Piratini, que são a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, a Previdência complementar e a LDO realista”.
Sartori quer oferecer bens como garantia para negociação da dívida
Governador afirmou que renegociação é prioridade e que parcela da dívida cresceu para R$ 150 milhões ao mês