"Fizemos mais de dez perguntas, muitas não foram respondidas, penso que falta um dos requisitos da Constituição Federal", protestou o pedetista, referindo-se à obrigatoriedade do "notável conhecimento jurídico", aliado à "reputação ilibada", que se exigem de um candidato à Suprema Corte.
O líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), reconheceu que a indicada é "campeã em reputação ilibada", mas também questionou o conhecimento de Direito. "Notável saber (jurídico) não significa que a pessoa tenha que responder a todas as perguntas. Mas quem vai ao Supremo tem que lecionar, não tem que aprender", criticou.
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) foi a primeira a sair em defesa da nova ministra: "Ela tem bom senso, serenidade, competência, humildade. Ela pode não ter respondido algumas questões, mas eu perguntaria se algum jurista ou ministro de outro tribunal teriam respondido a todas as questões que ali foram colocadas", criticou. O senador Marcelo Crivella acrescentou que Rosa Weber demonstrou "conhecer o espírito da lei, o que é mais importante que o conhecimento decorado da lei".