O processo de impeachment terá mais uma etapa, nesta quarta-feira, na decisão dos destinos do mandato da presidente Dilma Rousseff. O Senado analisa, a partir das 9h, se aceita o relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG) e abre o processo contra a mandatária. Se a maioria simples for obtida, Dilma será afastada por até 180 dias, enquanto a questão é julgada.
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O presidente do Senado, Renan Calheiros, prevê que o fim da sessão que votará o pedido de instauração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff ocorra às 22h. A avaliação de Renan é otimista, uma vez que técnicos da Casa avaliam que, diante dos questionamentos que devem ocorrer durante a sessão, a votação que poderá levar ao afastamento da petista por até 180 dias do cargo poderá ser concluída apenas às 5h de quinta-feira.
Se a presidente for afastada nesse período, durante o qual deve ocorrer o julgamento de Dilma, a Presidência da República será ocupada interinamente pelo vice-presidente Michel Temer. Renan disse que a previsão é que a sessão seja aberta às 9h. Segundo ele, serão realizados três blocos do encontro, com intervalo de uma hora entre cada uma delas: a primeira ocorrerá de 9h até o meio-dia; a segunda, de 13h até as 18h; e a terceira começa a partir das 19h e vai até o fim da votação.
O presidente do Senado disse que a tendência é que os dois primeiros blocos sejam reservados para manifestações dos senadores, favoráveis e contrários ao afastamento de Dilma. Cada senador falará por até 15 minutos.
O terceiro bloco está reservado para os últimos senadores que queiram se manifestar. Em seguida, o relator do pedido de abertura de processo no Senado, Antonio Anastasia (PSDB), e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, vão se manifestar também pelo prazo de 15 minutos. Os senadores votarão pelo painel eletrônico.
Senado vota abertura de processo de impeachment de Dilma nesta quarta-feira
Análise começa às 9h e pode se estender até a madrugada de quinta