No dia 30, Andressa foi detida acusada de tentar chantagear o juiz Alderico Rocha, responsável pelo processo da Operação Monte Carlo na Justiça Federal. Ela teria pedido a liberdade do bicheiro para impedir a divulgação de um dossiê contra o magistrado. Na última terça-feira, Andressa pagou fiança de R$ 100 mil para não ser presa. De acordo com o juiz, Andressa também disse que tinha um dossiê contra Kátia Abreu.
A senadora disse que continuará “denunciando essa quadrilha”, como sempre fez, e que não tem medo de Andressa nem do seu "comparsa". Afirmou ainda que ela não passa de uma mentirosa e que deveria estar na cadeia também, por ter tentado corromper a Justiça. “Ela não vai me intimidar. Não devo e não temo. Estou aqui na primeira fila esperando a ‘senhora Cascata’ para ouvir o que ela tem contra mim”, disse.
O senador Pedro Taques (PDT-MT) falou que a comissão não pode admitir que esse tipo de ameaça aos senadores passe em branco, do contrário ficará desmoralizada. O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou que já foram tomadas providências em relação às ameaças.
Andressa é ouvido como suspeita de atuar como laranja do esquema de Cachoeira. Além disso, será questionada sobre a acusação de tentativa chantagear o juiz do processo. Ela foi convocada como testemunha, mas o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) quer ouvi-la na condição de investigada.
Senador admite que consultor do Senado trabalha na defesa de Andressa
O deputado Rubens Bueno (PPS-PR) disse na CPI que se sentia constrangido em razão de uma notícia publicada pela imprensa, segundo a qual um consultor jurídico do Senado integra a banca do advogado José Gerardo Grossi e atua como defensor de Andressa.
O presidente da comissão disse que o consultor trabalha no Senado e não na CPMI. “Mesmo assim, o constrangimento permanece”, afirmou.