Política

Sessão da CCJ que debate denúncia contra Temer é interrompida para almoço

Na volta, deputados começarão votação nominal do parecer de Zveiter

Relatório que recomenda aceitação da denúncia será votado na retomada da sessão
Relatório que recomenda aceitação da denúncia será votado na retomada da sessão Foto : Luis Macedo / Câmara dos Deputados
A sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) que debate a denúncia contra o presidente Michel Temer foi interrompida para almoço no começo da tarde desta quinta-feira. A previsão é de que os trabalhos recomecem por volta das 15h30min.

A interrupção ocorreu após o advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, fazer o seu discurso de defesa ao presidente. Antes, o relator Sergio Zveiter (PMDB-RJ) também fez sua manifestação. Cada um teve 20 minutos para defender sua posição.

A sessão desta quinta-feira na Câmara começou por volta das 9h05min. Antes de Zveiter e Mariz de Oliveira, falaram 23 deputados, todos favoráveis à admissibilidade da denúncia, já que os integrantes da base governista retiraram suas assinaturas da lista de inscrição. O último parlamentar a se manifestar foi José Mentor (PT-SP).

Quando a sessão for retomada, os deputados estarão aptos a começar a votação nominal do parecer de Zveiter. Se o parecer do relator for aprovado pela maioria simples dos deputados presentes na comissão, seguirá para apreciação do plenário. Caso seja rejeitado, o presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), designará outro relator que pode apresentar parecer com mérito divergente do relatório vencido. Se o novo parecer for aprovado, é este que seguirá para votação no plenário da Câmara. Para que a denúncia seja investigada pelo Supremo Tribunal Federal, precisa ser autorizada por 342 dos 513 deputados que compõem a Câmara.

Denúncia

No inquérito, o procurador Rodrigo Janot acusa Temer de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e recebido, por intermédio de seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, "vantagem indevida" de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato.

A defesa do presidente Michel Temer argumenta que as provas contidas na denúncia não são concretas e que o presidente não cometeu nenhum ilício. Temer classificou a denúncia de "peça de ficção" e questionou a atuação de Janot.