Política

Seu passado o condena, dispara relator para Demóstenes

Senado vota processo de cassação de parlamentar por quebra de decoro

Demóstenes pode ter mandato cassado
Demóstenes pode ter mandato cassado Foto : Fabio Rodrigues Pozzenom / ABr / CP
O relator do Conselho de Ética, Humberto Costa, solicitou mais tempo para explanar sua manifestação na sessão que examina o processo de cassação do senador Demóstenes Torres nesta quarta-feira. Assim, ele e Pedro Taques, relator da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) tiveram 20 minutos para se manifestar. O primeiro a falar, Costa fez um discurso contundente e afirmou que Demóstenes cometeu quebra de decoro parlamentar ao "faltar com a verdade". “Quem o julga, senador, somos nós, mas quem o condena é o seu passado", declarou.

Após a fala dos relatores, a manifestação é do PSol, que fez a representação contra o senador, e depois dos líderes partidários e parlamentares, que poderão falar por 10 minutos cada. A defesa poderá se pronunciar por 30 minutos. Demóstenes fará o último discurso, antes da votação secreta que definirá se o senador terá o mandato cassado pelo envolvimento com o contraventor de jogos ilegais Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes alega que mantinha apenas uma relação de amizade com Cachoeira e não sabia de suas atividades. Ele confirmou que recebeu presentes, como um fogão e uma geladeira de casamento. Para o senador, porém, mentir em plenário não é motivo suficiente para perda de mandato.

A representação do PSOL que pediu abertura de processo contra ele é inepta, conforme Demóstenes, e só não foi arquivada sumariamente por causa da pressão da "mídia". Ele repetiu sua tese de que foi alvo de uma investigação ilegal, vazada posteriormente de forma "criminosa". Além disso, ressaltou, não haveria provas de conduta incompatível com o mandato parlamentar.

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