Simon disse acreditar que Palocci não tenha cometido nenhum ato ilícito, mas acha que ele deve se afastar do cargo para dar satisfações à sociedade. “Ele não faria o ridículo de registrar um apartamento de seis vírgula tantos milhões no seu nome às vésperas de assumir a chefia da Casa Civil”, afirmou. “Ele deixaria esse dinheiro junto com o resto que ele pode ter lá pelo exterior ou coisa que o valha.”
O senador propôs que a Câmara dos Deputados, que convocou o ministro para uma audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, aguarde a decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre pedido de investigação feito por partidos de oposição. Também criticou o próprio partido e o PT, que tentam evitar a convocação de Palocci: “Está ficando feio para o PMDB e para o PT impedir que seja criada a CPI”.
Crise de Palocci expôs Dilma, acredita Simon
O senador pediu ainda a Palocci que leve em consideração "a situação delicada" da presidente Dilma Rousseff de defendê-lo diante da pressão cada vez maior da imprensa. Simon chegou a afirmar que a vinda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Brasília para aconselhá-la sobre a situação vivida por Palocci foi "um deslize que expôs a presidente Dilma, como se tivesse se criado um vazio político".
Simon fez uma retrospectiva da vida política de Dilma Rousseff, que, no Rio Grande do Sul foi secretária de Minas e Energia em duas gestões e que "por sua experiência", foi chamada por Lula para chefiar o Ministério de Minas e Energia. Depois, relembrou, foi transferida para a Casa Civil, quando Lula fez "um grande governo". Simon recordou que Dilma insistiu na nomeação de pessoas com perfil técnico até sua saída do governo.