Política

STF abre inquérito para investigar governador do Distrito Federal

PGR denunciou Agnelo Queiroz por crime contra a administração pública

PGR denunciou Agnelo Queiroz por crime contra a administração pública
PGR denunciou Agnelo Queiroz por crime contra a administração pública Foto : Wilson Dias / ABr / CP
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, abriu inquérito para investigar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e o deputado federal Fábio Ramalho (PV-MG). Segundo a procuradoria-geral da República (PGR), eles são acusados de crime contra a administração pública.

De acordo com denúncia da PGR enviada ao Supremo, Queiroz teria favorecido uma indústria farmacêutica de Minas Gerais na época em que ocupava o cargo de diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a procuradoria, Ramalho também teria participação nos fatos.

Ao aceitar a abertura do inquérito, o ministro Roberto Barroso entendeu que a acusação apresenta “elementos indiciários mínimos da ocorrência do fato”. O ministro determinou que a Polícia Federal faça a investigação dos crimes e tome o depoimento dos envolvidos em 90 dias. O ministro também determinou que o inquérito fique em segredo de justiça devido a conversas telefônicas captadas que podem “ferir o direito à intimidade” dos envolvidos.

Em nota divulgada à imprensa, o advogado de Agnelo Queiroz, Luís Carlos Alcoforado, garantiu que não houve irregularidades durante a gestão do governador. "Todos os atos, procedimentos e comportamentos de Agnelo Queiroz como diretor da Anvisa foram submetidos aos órgãos internos de controle, pela Controladoria Geral da União e pelo Tribunal de Contas da União, com a aprovação de sua conduta sem qualquer ressalva ou censura", diz o comunicado.


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