Política

STF admite até intervir no RS pelo parcelamento de salários

Ministro Teori Zavascki suspendeu o julgamento para analisar consequências da rejeição

Ministro Teori Zavascki pediu um tempo para analisar as consequências da rejeição do agravo movido pelo governo do Estado
Ministro Teori Zavascki pediu um tempo para analisar as consequências da rejeição do agravo movido pelo governo do Estado Foto : Nelson Jr / Secretaria de Comunicação STF / Divulgação / CP Memória
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciaram nesta segunda-feira a apreciação de agravo regimental interposto pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul contra a decisão do Tribunal de Justiça do Estado, que proibiu o parcelamento dos salários dos servidores em ação movida pela Federação Sindical dos Servidores do Estado do RS. O presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, rejeitou o agravo e, ao ser questionado pelo ministro Teori Zavascki sobre as consequências, alertou que o governo pode até mesmo sofrer intervenção pelo descumprimento da sua decisão liminar.

Entretanto, o julgamento foi suspenso, pois Zavascki pediu vista do processo alegando precisar de mais tempo para analisar as consequências da rejeição. O ministro antecipou que deve votar contra o parcelamento, mas que precisa “meditar” sobre o tema.

Em um gesto surpreendente, os ministros Edson Fachin e Marco Aurélio Mello anteciparam o voto e acompanharam Levandowski. Já a ministra Rosa Weber pediu suspeição do processo por ser gaúcha.

O Estado reivindica a suspensão de uma liminar expedida pela Justiça gaúcha em favor do pagamento integral dos salários. O Órgão Especial do TJ concedeu decisão em maio impedindo o pagamento fracionado dos vencimentos a 16 entidades sindicais.

Não há data para uma nova apreciação da ação, mas a expectativa é que o caso seja avaliado ainda nesta semana.