Advogados de sete réus do núcleo político e financeiro do mensalão também entraram com novo recurso na última semana. Eles pedem que Barbosa submeta ao plenário pedido para liberação antecipada dos votos escritos. Os defensores dos petistas José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, João Paulo Cunha e dos então diretores do Banco Rural Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane alegam que Barbosa está cometendo abusos ao negar meios de defesa e sonegar o conhecimento de recursos ao plenário.
A defesa também alega ser impossível ler as estimadas 10 mil páginas do acórdão e preparar recursos no prazo processual. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, criticou o pedido de advogados de "mensaleiros" para adiar a publicação do acórdão, outra manobra da defesa. Fugindo do "juridiquês", Gurgel foi enfático ao classificar a situação como uma "maluquice".