Política

STF avalia perda de mandatos de parlamentares condenados por mensalão

Punições de alguns réus também devem ser revistas, de acordo com ministros

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) retomaram na tarde desta quarta-feira o julgamento do processo do mensalão. Os membros da Corte debaterão a respeito dos pedidos do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que os réus sejam imediatamente presos e os que têm mandato deixem seus cargos logo depois de encerrado o julgamento. A sessão também é uma oportunidade para que os membros da Corte reavaliem as penas e multas fixadas ao longo das últimas semanas para os condenados por participar no escândalo político.

Assista ao julgamento ao vivo pela TV Justiça:



Um dos que poderá ter a sua punição revista é o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado a 7 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e pagamento de multa de mais de R$ 1 milhão. Na semana passada, o relator da ação penal e presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, verbalizou o inconformismo em relação a essa pena, que deve ser cumprida no regime semiaberto. Se a punição fosse superior a 8 anos, ela deveria começar a ser executada no regime fechado. Para Barbosa, a pena imposta é "o absurdo dos absurdos".

Os ministros também deverão reavaliar as multas fixadas para os condenados. O revisor do processo, Ricardo Lewandowski, vai defender que para estabelecer essas punições sejam adotados os mesmos critérios utilizados para fixar as penas de prisão. "Acho que é preciso fazer adequação das multas no sentido das pessoas que estejam na mesma situação tenham as mesmas penas pecuniárias ou prisionais", disse nesta terça-feira.

A conclusão do julgamento do processo do mensalão, que começou em 2 de agosto, pode ocorrer nesta semana, na opinião de ministros da Corte. No entanto, se as discussões sobre mandatos, prisões e revisões de pena se prolongarem, o debate poderá ser estendido para a próxima semana. A última sessão do STF ocorrerá no dia 19. A partir do dia 20, a Corte entrará em recesso e o plenário somente voltará a se reunir em fevereiro.

Com informações da Agência Estado

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