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A sessão começou com o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, relembrando o que ocorreu na sessão anterior, na sexta-feira. Depois, ele concedeu a palavra ao ministro relator do processo, Joaquim Barbosa, que começou a leitura do voto. Barbosa deve levar ao menos duas sessões para ser concluída. Na sequência, o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, lê seu voto.
Segundo a denúncia do MPF, foram distribuídos R$ 4,1 milhões ao PP, R$ 10,8 milhões ao PL (atual PR), R$ 5,5 milhões ao PTB e R$ 200 mil ao PMDB. O MPF informa que o repasse das verbas era feito de diversas formas: por saques dos próprios parlamentares ou seus assessores no Banco Rural, com a ajuda de integrantes do grupo de Marcos Valério, ou por meio de empresas usadas para lavar o dinheiro.
Vários réus confirmam ter recebido dinheiro do esquema do empresário Marcos Valério, porém em menor quantidade que o apontado pela denúncia. A principal linha de defesa é que o dinheiro foi destinado ao pagamento de gastos de campanha após acordos políticos fechados com o PT. Os assessores usados nas operações alegam que não sabiam do esquema criminoso.
Os ministros já reconheceram que houve desvio de dinheiro público no fundo Visanet e na Câmara dos Deputados, gestão fraudulenta no Banco Rural e lavagem de dinheiro para ocultar a origem e o destino de recursos movimentados pelas empresas do publicitário Marcos Valério. Em um mês e meio de julgamento, o STF condenou dez réus e absolveu três: o ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República Luiz Gushiken, a ex-dirigente do Banco Rural Ayanna Tenório e a ex-gerente financeira da SMP&B Geiza Dias. Os condenados são o deputado federal João Paulo Cunha, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, o publicitário Marcos Valério, os sócios dele Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, o advogado Rogério Tolentino, a funcionário Simone Vasconcelos e a cúpula do Banco Rural, formada por Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane.
Depois desta etapa, o STF terá que analisar mais três capítulos: o sétimo, sobre lavagem de dinheiro, envolvendo integrantes do PT e um ex-ministro dos Transportes; o oitavo, sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro, envolvendo o publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, e o segundo, sobre formação de quadrilha.
Com informações da Agência Brasil e Agência Estado