Política

STF concede liminar para ex-mulher de Cachoeira ficar calada em depoimento

Ministra do Supremo alegou que Andrea de Souza deve ser considerada como investigada

Ministra do Supremo alegou que Andrea de Souza deve ser considerada como investigada
Ministra do Supremo alegou que Andrea de Souza deve ser considerada como investigada Foto : Nelson Jr. / SCO / STF / CP
Com depoimento marcado para a próxima quarta-feira, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, Andrea Aprígio de Souza, conseguiu nesta segunda uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) que garante a ela o direito de se calar.

Andrea é ex-mulher do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cujas atividades são objeto de investigação das operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal. O habeas corpus foi concedido pela ministra Rosa Weber. Na decisão, a ministra alegou que os requerimentos que resultaram na convocação a acusam de envolvimento nas atividades ilícitas investigadas. Dessa forma, ela não pode ser considerada somente uma testemunha, e sim, investigada.

“A paciente pode, como potencial investigada, ser ouvida, mas com o resguardo dos direitos constitucionais e legais decorrentes dessa condição”, disse a ministra no documento. Andrea é suspeita de ser "laranja" de Cachoeira. O empresário é acusado de comandar uma organização criminosa que teria cooptado empresários e políticos. O grupo é investigado por atividades como jogos ilegais, tráfico de influência, fraudes em licitações, entre outras ações.

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