Política

STF define pena de Cristiano Paz em quase 26 anos de prisão

Ex-sócio de Valério respondeu por corrupção ativa, peculato, lavagem e formação de quadrilha

Segundo Barbosa, a situação de Cristiano Paz é "quase idêntica" a de Ramon Hollerbach, outro ex-sócio de Valério.
Segundo Barbosa, a situação de Cristiano Paz é "quase idêntica" a de Ramon Hollerbach, outro ex-sócio de Valério. Foto : Nelson Jr. / SCO / STF / CP
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quinta-feira a aplicação das sanções impostas a Cristiano Paz, ex-sócio do empresário Marcos Valério, condenado por vários crimes no processo do mensalão. O colegiado fixou a pena de Cristiano Paz em 25 anos, 11 meses e 20 dias de prisão e o pagamento de R$ 2,5 milhões em multas. O tribunal, que suspendeu os trabalhos para intervalo, encerrou a fixação da pena do terceiro entre os 25 réus condenados no processo.

O ex-sócio de Valério foi condenado pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro. Na aplicação das sanções a Cristiano Paz, prevaleceram as penas propostas pelo ministro Joaquim Barbosa, relator da ação.

Segundo Barbosa, a situação de Cristiano Paz é "quase idêntica" a de Ramon Hollerbach, outro ex-sócio de Valério. A única exceção é que, lembrou o ministro, Cristiano Paz foi absolvido do crime de evasão de divisas. Ramon Hollerbach recebeu a pena de prisão de 29 anos, 7 meses e 20 dias.

O relator da ação afirmou que Cristiano "locupletou-se fartamente e criminosamente" no caso do desvio de mais de R$ 74 milhões em recursos do fundo Visanet, vinculado ao Banco do Brasil. No caso da corrupção ativa da compra de parlamentares da base aliada, Barbosa disse, em relação ao envolvimento do ex-sócio de Valério: "Cristiano participou de reuniões com o controlador direto do esquema criminoso, José Dirceu".

Assista ao julgamento ao vivo pela TV Justiça:




O publicitário Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério, foi condenado a 29 anos, sete meses e 20 dias por envolvimento no esquema do mensalão, decidiram nesta quinta-feira os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A última punição foi de 3 anos e 8 meses por evasão de divisas. Hollerbach foi condenado pelos mesmos crimes de Valério, considerado o operador do esquema. 

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