Política

STF inicia julgamento sobre possibilidade de a PF firmar acordo de colaboração

Polícia alegou que se afastada do emprego das delações premiadas, sistema será desregulado

Polícia alegou que se afastada do emprego das delações premiadas, sistema será desregulado
Polícia alegou que se afastada do emprego das delações premiadas, sistema será desregulado Foto : Rosinei Coutinho / SCO / STF/ CP
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou na manhã desta quarta-feira o julgamento de uma ação direta de  inconstitucionalidade ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a possibilidade de a Polícia Federal (PF) firmar acordos de colaboração premiada. O suspense em relação à definição da Corte sobre o tema emperra o andamento de delações já firmadas pela PF, como a colaboração do operador do mensalão Marcos Valério e do marqueteiro Duda Mendonça, feitas sem a participação do Ministério Público Federal (MPF).

Em manifestação encaminhada ao STF durante a gestão de Leandro Daiello, a PF alegou que, caso seja afastada do emprego das delações premiadas, o sistema de freios e contrapesos será desregulado e cidadãos investigados poderão ser expostos a abusos. Para a PF, o MPF pretende atuar como "Estado-investigador", órgão de controle externo da atividade policial e como magistratura, ao modular penas e prever benefícios não contemplados em lei.

Durante a cerimônia de transmissão de cargo ocorrida no mês passado, o novo diretor-geral da PF, Fernando Segovia, reconheceu que "há hoje uma infeliz e triste situação de uma disputa institucional de poder" entre a corporação e o Ministério Público Federal.