Política

STF mantém a prisão de Marcelo Odebrech

Diretores Rogério Araújo e Márcio Faria da Silva tiveram a liberdade concedida

Decisão foi tomada pela 2ª Turma da Corte nesta terça-feira
Decisão foi tomada pela 2ª Turma da Corte nesta terça-feira Foto : Rosinei Coutinho / STF / CP
* Com informações da Agência Brasil

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira manter a prisão do presidente da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht, preso em junho do ano passado na Operação Lava Jato.

Por 3 votos 2, a maioria dos ministros seguiu voto do relator, Teori Zavascki, por entender que Marcelo Odebrecht deve continuar preso, porque há indícios de que o empresário tentou “perturbar a investigação da Lava Jato”. Seguiram o relator, os ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes e Dias Toffoli concederam liberdade ao empresário, mas ficaram vencidos.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal à Justiça em Curitiba, Marcelo está envolvido diretamente no esquema de pagamento de propina aos ex-dirigentes da Petrobras. Ele orientava as atividades dos demais acusados ligados à empreiteira. Para abrir a ação penal, o juiz Sérgio Moro considerou significativos os documentos da Suíça, apresentados pela acusação, que demonstram a movimentação de contas da Odebrecht para ex-dirigentes da petroleira.

Em março, Moro condenou Marcelo Odebrecht a 19 anos e quatro meses de prisão por crimes de corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Foram condenados ainda os ex-executivos Márcio Faria da Silva, Rogério Santos de Araújo, Cesar Ramos Rocha e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar; e os ex-diretores da Petrobras, Renato Duque, Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, além do doleiro Alberto Youssef. 

Dois diretores têm pedido de liberdade aprovado

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou o pedido de liberdade de dois ex-diretores da Odebrecht. A decisão foi tomada pela 2ª Turma da Corte nesta terça-feira.

Relator dos habeas corpus, o ministro Teori Zavascki votou a favor de conceder o benefício a Rogério Araújo. Os demais ministros da Turma seguiram a orientação. A partir de agora, o executivo vai ter que cumprir prisão domiciliar, além de cumprir medidas alternativas como usar tornozeleira eletrônica, não voltar a trabalhar na empresa e entregar o passaporte.

Já no caso de Márcio Faria da Silva, Teori foi voto vencido. Três dos cinco ministros votaram a favor do pedido de liberdade. O relator havia dito que o empresário, por ter dupla nacionalidade, poderia fugir do País para não cumprir a pena.