Antes disso, porém, os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente Carlos Ayres Britto precisam votar sobre lavagem de dinheiro. Na última segunda-feira, o capítulo não pode ser concluído e a Corte antecipou a análise do capítulo 8, que tratava de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo o publicitário Duda Mendonça e mais nove réus.
O voto dos ministros restantes será fundamental para definir os placares relativos aos ex-deputados federais João Magno (PT-MG), Paulo Rocha (PT-PA) e do ex-ministro Anderson Adauto, que já têm 5 votos a 2 pela absolvição. Os outros réus do capítulo estão sendo absolvidos por todos os ministros que votaram até agora: o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP) e os assessores Anita Leocádia e José Luiz Alves.
Depois disso, o ministro-relator Joaquim Barbosa começará a leitura de seu voto sobre o crime de formação de quadrilha envolvendo 13 réus: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos, Geiza Dias, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório. O ministro dirá se o grupo se uniu com a intenção de garantir o andamento do esquema que, segundo o STF, organizava a compra de apoio político no Congresso durante o primeiro mandato do governo Lula. Para o Ministério Público, Dirceu chefiava o esquema.
A expectativa é que o julgamento do mensalão seja concluído até o dia 25 de outubro. O ministro Joaquim Barbosa, fará um tratamento de saúde na Alemanha na semana seguinte, retornando ao Brasil apenas no dia 5 de novembro.
Com informações da Agência Estado e Agência Brasil