O ministro sofre de problemas crônicos na base da coluna e vai à cidade alemã de Dusseldorf para dar continuidade a um tratamento. O ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, posicionou-se contra a sessão extra, argumentando que os demais julgamentos da Corte seriam prejudicados ou atrasados.
Com o voto dos ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto nesta quarta-feira, houve empate no julgamento sobre o item que trata de lavagem de dinheiro. Foram cinco votos pela absolvição e cinco pela condenação dos ex-deputados federais Paulo Rocha (PT-PA), João Magno (PT-MG) e o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto. Os outros réus, o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), a assessora do ex-deputado Paulo Rocha na época do escândalo, Anita Leocádia, e o chefe de gabinete do ex-ministro dos Transportes, José Luiz Alves, foram considerados inocentes.
A Corte também começou a analisar o Capítulo 2, o último do julgamento. O item trata do crime de formação de quadrilha envolvendo 13 réus: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos, Geiza Dias, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório.
Após a etapa, os ministros vão debater a dosimetria da pena, que é a escolha da punição para cada acusado segundo o mínimo e o máximo de anos de prisão permitidos por lei. A Corte ainda não definiu se os ministros que votaram pela absolvição dos réus podem participar dessa etapa, o que deve gerar novos debates.