Política

STF vota pela execução imediata de penas do mensalão

Maioria dos ministros já se manifestou e análise agora é sobre réus com embargos infringentes

Maioria dos ministros já se manifestou e análise agora é sobre réus com embargos infringentes
Maioria dos ministros já se manifestou e análise agora é sobre réus com embargos infringentes Foto : Marcello Casal Jr. / Agência Brasil / CP
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela prisão imediata dos réus condenados no processo do mensalão. O julgamento segue no plenário do Supremo. Dos 10 ministros que já se manifestaram, todos votaram pelo cumprimento da pena. A discussão agora é se os réus que entraram com embargos infringentes também terão que ser presos. Metade dos ministros considera que, no caso deles, o julgamento ainda não foi encerrado.

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, votou pela execução da pena dos 21 réus condenados. O voto de Barbosa foi proferido após os ministros rejeitarem os segundos embargos de declaração apresentados pelos réus condenados no processo. Barbosa concordou com parecer enviado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele pediu a prisão dos condenados que têm direito a outro tipo de recurso, os embargos infringentes, além dos segundos embargos.

O STF entendeu que os réus que obtiveram pelo menos quatro votos pela absolvição têm direito a novo julgamento. No entanto, segundo o procurador, como estes condenados também receberam penas que não permitem o novo julgamento, as condenações podem ser executadas.

Recursos de declaração

Na tarde desta quarta, o Supremo rejeitou  o novo recurso apresentado pela defesa de Roberto Jefferson, ex-presidente do PTB e delator do escândalo do mensalão, e de outros seis condenados, dentre eles o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que pegou 12 anos de prisão. A Corte acatou apenas o recurso de Breno Fischberg, que pode ter sua pena modificada de restrição de liberdade para restrição de direito, e de João Paulo da Cunha.

O ex-presidente do PP e ex-deputado Pedro Corrêa foi outro que teve seus recursos rejeitados. Os ministros reconheceram também o caráter meramente protelatório desse segundo pedido. Corrêa foi condenado a 9 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Por último, a Corte rejeitou o novo recurso apresentado pela defesa do deputado federal Pedro Henry (PP-MT), condenado a 7 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O plenário rejeitou o segundo pedido de embargo de declaração do ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas. Na primeira fase de julgamento dos recursos, em setembro, o plenário do STF manteve a pena de cinco anos de prisão em regime semiaberto, pelo crime de lavagem de dinheiro. Por decisão unânime, os mantiveram a pena do ex-deputado federal Rodrigues (PL-RJ), atual PR. Ele foi condenado a seis anos e três meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


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